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Comprimido para emagrecer ganha aval da Anvisa e pode baratear tratamento
© Arquivo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro comprimido de semaglutida voltado ao tratamento da obesidade no Brasil. A decisão abre caminho para reduzir os custos das terapias contra o excesso de peso, atualmente dominadas pelas versões injetáveis aplicadas semanalmente. A previsão é que o produto chegue às farmácias brasileiras em 2027.

O novo medicamento utiliza o mesmo princípio ativo das conhecidas canetas emagrecedoras, mas adota um formato oral de administração diária. Nos Estados Unidos, a farmacêutica responsável comercializa a formulação em pílula por um valor 25% inferior ao cobrado pelas apresentações injetáveis. Para o mercado brasileiro, o preço oficial ainda não foi definido pelos órgãos reguladores.

A semaglutida em comprimido já circulava no comércio farmacêutico nacional sob indicação exclusiva para o controle do diabetes tipo 2. A recente autorização sanitária altera a dosagem recomendada e baseia-se em estudos clínicos que comprovaram a ação da molécula na perda de massa corporal em pessoas que não apresentam índices diabéticos.

Diferenças de uso e regras para ingestão diária

A migração das injeções semanais para a via oral exige adaptações na rotina de quem realiza o acompanhamento terapêutico. O paciente precisa ingerir a cápsula todos os dias, em jejum, acompanhada de quantidade reduzida de água. Após engolir o remédio, é obrigatório aguardar ao menos trinta minutos antes de comer, beber qualquer líquido ou ingerir outros remédios.

O esquema de posologia é progressivo, iniciando em 1,5 miligrama ao dia até atingir patamares que podem alcançar 25 miligramas diários. A rigorosa disciplina de ingestão matinal é imprescindível para garantir que o organismo consiga absorver a substância e alcançar o efeito metabólico esperado no organismo.

Além da comodidade de evitar picadas de agulha, o produto traz vantagens logísticas expressivas. Diferentemente das canetas injetáveis, que exigem refrigeração permanente para manter a eficácia, a apresentação em comprimidos pode ser guardada em temperatura ambiente, facilitando o transporte e a rotina do usuário.

Riscos de efeitos colaterais e prescrição médica

Especialistas e autoridades em saúde reforçam que a semaglutida oral só deve ser utilizada sob prescrição e acompanhamento de médicos habilitados. O uso indiscriminado ou sem orientação adequada pode desencadear reações adversas no sistema gastrointestinal, tais como náuseas, episódios de vômito, diarreia e prisão de ventre.

Para quem já recorre à substância contra a obesidade, a perspectiva de economia atrai grande interesse. É o caso de pacientes que conseguiram perder peso expressivo após o início do tratamento e agora aguardam a chegada das pílulas para baratear o orçamento mensal com o tratamento contínuo da saúde.

Fonte: Band.
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