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Funcionários da USP aprovam greve por tempo após gratificação a docentes

Trabalhadores técnico-administrativos da Universidade de São Paulo (USP) aprovaram, por unanimidade, o início de uma greve geral por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (14). A decisão, tomada em assembleia geral na última quinta-feira (9), ratifica a posição de mais de 30 unidades da capital e do interior paulista contra a política de benefícios da reitoria.

Quebra de isonomia e impacto financeiro

O principal estopim para a mobilização, segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), foi a criação da Gratificação por Atividades Estratégicas Complementares (GACE). O benefício prevê o pagamento mensal de R$ 4.500 exclusivamente para docentes, pelo período de dois anos, com possibilidade de prorrogação.

A entidade sindical avalia que a medida, proposta pelo reitor Aluísio Segurado, rompe a isonomia histórica entre as categorias ao excluir quase 13 mil funcionários técnico-administrativos. De acordo com o Boletim do Sintusp, a categoria exige que o montante total destinado à gratificação dos professores, estimado em R$ 476 milhões, seja dividido equitativamente.

A proposta aprovada pelos trabalhadores é de que cada funcionário receba R$ 1.600 incorporados aos salários. Além da questão financeira, os servidores pleiteiam o fim da cobrança de horas referentes a pontes de feriados e recessos de final de ano, benefício que, segundo o sindicato, já é aplicado aos docentes.

Unificação com estudantes e terceirizados

A paralisação de terça-feira terá caráter unificado com o movimento estudantil. Os trabalhadores manifestaram apoio às pautas dos alunos e incluíram reivindicações voltadas aos funcionários terceirizados da universidade, como a implementação de um bilhete único especial para uso nos ônibus circulares do campus e o fim da escala de trabalho 6x1.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre) Alexandre Vannucchi Leme e outras 75 entidades estudantis também convocaram paralisação para o dia 14. O protesto discente foca na defesa da autonomia de centros acadêmicos e na gestão de espaços de convivência, atualmente sob ameaça de restrição por uma minuta da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP).

Crise nos espaços e alimentação

A mobilização estudantil denuncia medidas que classificam como autoritárias por parte da reitoria. Segundo nota conjunta das entidades, a nova regulamentação permitiria que a administração central retirasse espaços das agremiações por "conveniência", o que prejudicaria a permanência estudantil e o comércio autônomo gerido pelos alunos para arrecadar receitas.

Além da gestão patrimonial, os estudantes cobram melhorias na qualidade dos restaurantes universitários. Em reunião do Conselho Universitário ocorrida em 31 de março, representantes discentes denunciaram falhas graves na alimentação servida nos campi, incluindo relatos sobre a presença de larvas nas refeições.

Fonte: Band.
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