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Médico tratado pela polícia como 'predador sexual' é preso em Goiás

O médico ginecologista Marcelo Arantes Silva foi preso pela Polícia Civil de Goiás por suspeita de estuprar pacientes durante consultas e exames. Tratado pelos investigadores como um "predador sexual", o médico teria feito vítimas em Goiânia e Senador Canedo. Até o momento, 25 mulheres já foram identificadas pela polícia.

A investigação aponta que os abusos ocorriam há quase uma década, com relatos de crimes cometidos entre os anos de 2017 e 2026. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na última quinta-feira (23), após representação da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Relatos de horror no consultório

Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou o trauma vivido durante uma consulta marcada em horário de última hora. Segundo ela, o médico parecia "acima de qualquer suspeita", sendo descrito inicialmente como uma pessoa educada e gentil.

A mulher conta que o abuso ocorreu após o médico dispensar a assistente e realizar movimentos impróprios durante o exame. Ela relata ainda ter sido alvo de palavras obscenas e de uma tentativa de contato físico forçado. "Era como se eu tivesse morrido por alguns momentos", desabafou a vítima ao descrever o choque após o ocorrido.

Investigação e suspensão do registro

Leonardo Miguel apurou que a Polícia Civil investiga outros 22 casos, além das denúncias iniciais. Em Senador Canedo, 13 mulheres procuraram a delegacia, enquanto outras 10 registraram ocorrência na capital. O padrão de comportamento relatado é semelhante: abusos que começavam com perguntas íntimas e toques indevidos durante os procedimentos médicos.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou, em nota, que o registro profissional de Marcelo Arantes Silva foi suspenso. O órgão afirmou que as denúncias são apuradas em sigilo.

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do suspeito após a audiência de custódia. A medida visa proteger as vítimas já identificadas e garantir segurança para que outras mulheres possam realizar novas denúncias. Adriana Araujo ressalta que a investigação busca entender por que o médico continuou atuando mesmo com relatos de abusos que remontam a 2017.

Fonte: Band.
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