Clube FM 104.7 - Tá na Clube, Tá Legal! | São Carlos/SP
Operação mira suspeitos de financiar o PCC e ‘tribunais do crime’ em SP

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (21) a Operação Janus, que mira a atuação de operadores financeiros que atuaram em favor do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuar em “tribunais do crime”.

A reportagem da Rádio Bandeirantes apurou que entre os alvos estão Léo do Moinho, chefe do tráfico da favela do Moinho, no centro de São Paulo, e Alexandre Salles Brito, o Buiú, sócio da UpBus.

Segundo o Ministério Público, estão sendo cumpridos 18 mandados de prisão preventiva e outros 18 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.

A operação tem por objetivo aprofundar a apuração sobre indivíduos suspeitos de movimentar recursos financeiros, realizar operações de conversão de dinheiro em espécie em transferências bancárias e atuar na ocultação, circulação e disponibilização de valores atribuídos à organização criminosa.

Segundo a investigação, os suspeitos teriam realizado operações envolvendo entrega de numerário em espécie, transferências bancárias, utilização de empresas e contas de terceiros e movimentação de recursos em benefício de integrantes e colaboradores da facção.

As apurações, conforme o Ministério Público, também indicam a participação dos investigados em reuniões destinadas à resolução de conflitos patrimoniais submetidos a integrantes da organização criminosa, em episódios identificados pelos investigadores como “tribunais do crime”.

Além das prisões e buscas, a Justiça deferiu medidas cautelares patrimoniais que incluem o bloqueio de contas bancárias e aplicações financeiras, a indisponibilidade de imóveis e veículos e o sequestro de bens atribuídos aos investigados.

As decisões judiciais também determinaram o bloqueio de ativos financeiros de pessoas físicas investigadas até o limite de R$ 10 milhões por investigado, além de “medidas de constrição sobre pessoas jurídicas apontadas pela investigação como integrantes da estrutura financeira apurada”.

O cumprimento das ordens judiciais conta com apoio do Comando de Policiamento de Choque (CPChq), por meio de equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota), do 3º Batalhão de Polícia de Choque e do 4º Batalhão de Polícia de Choque (Coe), mobilizando 57 policiais militares e 19 viaturas.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Só Hit Clube. com Fernandinha
Leo Foguete - Copia Proibida/Ultima Noite
Carregando... - Carregando...