Um homem de 36 anos foi preso pela Polícia Civil de São Paulo, suspeito de estuprar uma jovem de 26 anos no Jardim Fernandes, região de Itaquera, Zona Leste da capital. O crime ocorreu há cerca de uma semana e o suspeito, que era funcionário de uma empresa terceirizada da Sabesp, teria utilizado sua função para enganar a vítima e invadir o imóvel.
De acordo com as investigações, o agressor chegou à residência de moto, devidamente uniformizado. Ele teria aproveitado que o portão principal do terreno, que abriga outras casas, estava aberto e entrou no quintal. A vítima, que estava dormindo, acordou com o barulho e foi verificar o que estava acontecendo.
Ao ser confrontada, a jovem foi informada pelo homem de que ele estava ali para cortar o abastecimento de água devido a uma suposta dívida. "Ele mexeu no relógio e disse que havia um débito. Ela chegou a entregar o dinheiro para ele, mas logo em seguida foi rendida com uma faca", relatou a sogra da vítima.
A mulher foi levada para os fundos do imóvel, onde o abuso ocorreu. O criminoso permaneceu no local por cerca de 30 minutos antes de fugir.
Investigação
A delegada responsável pelo caso, Mariene Andrade, da 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), informou que a identidade do suspeito foi descoberta ainda no dia do crime. "Realizamos operações nos endereços vinculados a ele, mas ele não foi encontrado inicialmente", explicou a delegada.
A prisão ocorreu de forma estratégica. Após alguns dias foragido, advogados do suspeito entraram em contato com a polícia afirmando que ele se apresentaria para prestar esclarecimentos. O que a defesa não sabia era que a Justiça já havia expedido um mandado de prisão temporária contra ele.
Na delegacia, a vítima realizou o reconhecimento pessoal e confirmou a autoria do crime. Em depoimento, o homem negou tanto o abuso sexual quanto a cobrança ilegal de valores.
Antecedentes
O investigado, que já tinha uma passagem por roubo em 2017, não comparecia ao trabalho desde o dia do crime e estava escondido na casa de familiares. A prisão temporária é válida por 30 dias, podendo ser prorrogada por igual período. "Esse é o tempo necessário para juntarmos outros elementos de prova e avaliarmos o pedido de prisão preventiva", afirmou a Dra. Mariene.
Em nota, a Sabesp confirmou que o homem trabalhava para uma prestadora de serviços terceirizada. A companhia declarou que todas as providências legais foram tomadas e que está oferecendo suporte psicológico à vítima.
A família da jovem expressou alívio com a detenção. "Esperamos que ele permaneça preso e que a justiça seja feita", desabafou a sogra. Como medida de segurança, os moradores do imóvel já providenciaram a instalação de trancas reforçadas no portão principal.