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China suspende exportação de fertilizantes e preço para produtor sobe
Foto: Adobe Stock

crise geopolítica no Oriente Médio gerou um reflexo imediato e severo no agronegócio brasileiro: a China anunciou a suspensão das exportações de fertilizantes por tempo indeterminado. A medida visa proteger o mercado interno chinês em meio às incertezas globais, mas atinge diretamente o Brasil, que é um dos principais compradores mundiais do insumo e não possui autossuficiência na produção.

Para o produtor rural, o impacto financeiro já é uma realidade. Dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) indicam que o aumento no preço dos fertilizantes já ultrapassa os 30%. O produtor gaúcho Erico Toniolo exemplifica a escalada: em apenas uma semana, o custo da ureia saltou de R$ 2.100 para R$ 2.900, com relatos de mercado já atingindo a marca de R$ 4.000 por tonelada.

Dependência externa e risco de desabastecimento

O Brasil enfrenta um cenário de vulnerabilidade estrutural no setor. Em 2025, o país produziu pouco mais de 7 milhões de toneladas de fertilizantes, volume insuficiente para a demanda nacional, que exigiu a importação de mais de 43 milhões de toneladas. Os fertilizantes são indispensáveis para repor os nutrientes do solo e garantir os altos índices de produtividade do campo brasileiro.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert), existe um risco real de desabastecimento, a depender da duração do conflito internacional e da manutenção do bloqueio chinês. O diretor executivo da entidade, Bernardo Silva, ressalta que a situação impõe uma pressão sem precedentes sobre os custos de produção, especialmente para culturas que dependem intensamente de nitrogenados, como a ureia.

Pressão sobre o custo dos alimentos

A alta dos fertilizantes soma-se a outros componentes que já oneram a produção, como a disparada no preço do diesel utilizado nas máquinas agrícolas. Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, afirma que a entidade já cobra medidas emergenciais do governo federal para mitigar os danos. Sem a matéria-prima para fertilizar o solo, a redução na produtividade das safras é considerada certa.

Como o agronegócio é o motor da economia brasileira, o encarecimento da produção no campo tende a ser repassado para o consumidor final, elevando a inflação dos alimentos. O setor produtivo aguarda agora por alternativas de importação em outros mercados ou políticas de incentivo à produção nacional para reduzir a dependência da China.

Fonte: Band.
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