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Coronel suspeito de matar PM Gisele contesta acusações: "Saco de mentiras"

tenente-coronel Geraldo Netosuspeito de matar a esposa, a PM Gisele, rompeu o silêncio para rebater as acusações feitas pelo advogado da família da soldado, José Miguel da Silva Junior. Em entrevista exclusiva ao Brasil Urgente, o oficial classificou as afirmações da defesa como "mentiras" e detalhou sua versão sobre os momentos que antecederam a morte da esposa e a dinâmica do socorro.

Contestação sobre a mudança de residência

O oficial negou veementemente que Gisele estivesse tentando se separar ou fugir de casa. Ele afirmou que o desejo de morar perto dos pais era um plano do casal.

 

Mais uma mentira que o Dr. Miguel conta. A Gisele queria morar perto da casa dos pais comigo. Ela falou: 'Amor, vamos embora, estar perto da casa dos meus pais porque nossa filha estuda no Colégio Santa Inês'. Eu fui junto com ela ver a casa em uma imobiliária que fica ali perto da Praça Silva Teles. Nós fomos em umas três casas. Mentira no saco de mentira do 'Papai Noel' Dr. Miguel

A manhã do episódio e o pedido de separação

Geraldo Neto descreveu a rotina daquela manhã e o momento em que, segundo ele, sugeriu a separação, o que teria desencadeado uma reação emocional em Gisele:

Eu acordei, não vi a hora no relógio... ajoelhei na beira da cama, eu faço minhas orações todo dia de manhã. Eu entrei no quarto, dei um passo para dentro e disse: 'Olha, bom dia. Eu pensei direitinho e acho melhor a gente se separar mesmo'. Quando eu falei isso, ela levantou da cama muito brava, muito nervosa. Ela bateu a porta do quarto com muita força depois que eu saí

O momento do disparo e o socorro

O tenente-coronel relatou onde estava quando ouviu o barulho e como procedeu ao encontrar a esposa ferida:

Eu fui até o banheiro social, fechei a porta e fiquei tomando banho. Quando eu abro a porta, vi a imagem... imediatamente peguei meu celular em cima da pia e liguei para o 193 e 192. Liguei para o resgate do Corpo de Bombeiros e, na sequência, para o SAMU

Ele também justificou o motivo de ter ligado para o seu comandante logo após os serviços de emergência:

Adivinha para quem eu liguei? Para o meu comandante. Eu não olhei no relógio, eram umas 7h30 ou 7h40

Explicação sobre o sangue no banheiro

Sobre os vestígios de sangue encontrados pela perícia com o uso de luminol, o oficial atribuiu a contaminação ao trabalho dos socorristas e à movimentação de policiais no apartamento:

O bombeiro que entrou no box para pegar a minha toalha, que estava pendurada, usou para estancar o sangue em torno da cabeça, do pescoço e do braço. Ele pisa no sangue ao lado da cabeça dela para levantá-la e colocá-la na prancha. Ele molhou o antebraço com sangue e, quando entra no box do meu banheiro para pegar a toalha, provavelmente deve ter sujado a parede

O tenente-coronel encerrou reforçando que participou da reconstituição do crime e que as câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência estavam ligadas, o que provaria sua inocência. "O Dr. Miguel inventou que mandei os policiais desligarem as câmeras. Todas as câmeras corporais estavam ligadas o tempo todo com a luz vermelha acesa, e ele inventou que eu mandei desligar", disse.

Ajuda financeira à Gisele

Geraldo Neto detalhou que Gisele passava por dificuldades financeiras devido a empréstimos para cirurgias plásticas, o que a tornava dependente dele:

Em 2020 ela fez outros dois empréstimos para procedimentos e cirurgias estéticas. Ela colocou silicone, fez bichectomia, botox, preenchimento labial e rinoplastia. Ficou parecendo a Barbie, só que isso comprometeu o salário dela. Não sobrava para ela por mês menos que R$ 1.000. [...] Eu ajudava a Gisele todos os meses com R$ 2.000. Tem todas as transferências da minha conta para ela

Laudo de resíduo de pólvora (exame residográfico)

O coronel justificou por que o exame nas mãos de Gisele deu negativo, apontando erro de preservação ou limpeza pelos socorristas:

O residográfico dela deu negativo porque, quando os bombeiros chegaram, eles tinham uma bisnaga com soro fisiológico para limpar o corpo e identificar lesões. Limparam as mãos da Gisele. No hospital, o corpo dela foi todo limpo com iodo e álcool para subir para o centro cirúrgico. Só depois de limpo três vezes que foi colhido o residográfico, por isso deu negativo

Sobre o laudo do tiro (trajetória)

Ele contestou a versão divulgada pelo advogado de que o tiro teria sido de cima para baixo:

O laudo oficial falava totalmente o contrário do que ele [advogado] havia mentido na televisão. O tiro foi da direita para a esquerda — Gisele era destra — e de baixo para cima, numa ascendente diagonal de 30º. A mentira que ele contou foi desmentida pelo laudo oficial

Fonte: Band.
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