O aguardado casamento da cantora Dua Lipa, de 30 anos, com o ator Callum Turner, de 36, transformou-se no centro de uma enorme polêmica na Itália. O casal, que oficializou a união no civil recentemente em Londres, viajou para a Sicília para uma comemoração de três dias orçada em 1,3 milhão de libras (cerca de R$ 9,3 milhões). No entanto, a megaestrutura montada em Palermo acabou despertando a fúria dos moradores locais.
A revolta começou após a prefeitura autorizar o fechamento completo de duas importantes praças públicas do centro histórico para o evento privado. Cartazes de protesto foram espalhados pelos manifestantes com frases como: "Palermo não está para alugar" e "Nossa praça não é a sua sala de estar".
Organizadores do casamento tentaram arrancar os cartazes na manhã desta sexta-feira (5), mas os manifestantes responderam pichando os muros com tinta vermelha e preta para dificultar a remoção, além de vandalizarem uma coluna de mármore histórica que homenageia mortos de uma revolta no século XIII. "Os espaços públicos pertencem a todos. Reivindicamos o direito de vivê-los, livres do lucro privado", dizia o manifesto de um grupo anti-turismo local na internet.
Esquema de segurança máximo e "desculpa" oficial: os preparativos do casamento de Dua Lipa
Para garantir o sigilo absoluto e a segurança dos noivos, um forte cordão de isolamento foi montado pela polícia local nas praças Piazza Sant’Anna e Piazza Croce dei Vespri. Além do bloqueio de ruas, os moradores do entorno foram obrigados a assinar acordos de confidencialidade e uma zona de exclusão aérea para drones foi decretada.
De acordo com informações do jornal britânico The Sun, as autoridades locais emitiram um comunicado vago para despistar a imprensa e os curiosos, alegando que os bloqueios nas praças serviam para uma "produção de demonstração", omitindo que se tratava do casamento da estrela pop.