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Investigada pela PF, Deolane repassou mais de R$ 1 mi para Instituto Neymar

A Polícia Federal em São Paulo investiga a advogada e influenciadora Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório de inteligência da corporação, a conta bancária de Deolane funcionava como uma "conta de passagem", onde valores vultosos entravam e saíam rapidamente para dificultar o rastreamento pelas autoridades financeiras.

A investigação aponta que a movimentação suspeita ocorreu entre 14 de maio e 30 de junho de 2023. Nesse curto período de cerca de 45 dias, a conta da influenciadora teria movimentado R$ 5,3 milhões. O caso está inserido em um esquema maior, envolvendo influenciadores e cantores de funk, que teria movimentado ao menos R$ 1,6 bilhão.

Deolane Bezerra transferiu mais de R$ 1 milhão ao Instituto Neymar Jr

Segundo o relatório da Polícia Federal, Deolane Bezerra recebeu R$ 430 mil da produtora do cantor MC Ryan SP. O funkeiro foi preso recentemente em uma mansão no litoral norte de São Paulo, acusado de ser um dos principais nomes no esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas.

Após o recebimento deste valor, a advogada realizou transferências significativas. Entre os destinos do dinheiro, destaca-se o repasse de mais de R$ 1 milhão para o Instituto Neymar Júnior. Além disso, foram identificados pagamentos que somam mais de R$ 1,1 milhão para uma empresa de importação de veículos de luxo.

Para os investigadores da PF, a transferência recebida da produtora de MC Ryan SP "não aparenta ter justificativa comercial". A ausência de prestação de serviços comprovada reforça a tese de que a advogada e o funkeiro compartilham o mesmo circuito financeiro ilícito, que agora é alvo de diversas operações.

O que se sabe sobre a operação da PF que prendeu os MCs Ryan e Poze do Rodo

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira (15) para desarticular um grupo especializado em movimentação ilícita de valores e lavagem de dinheiro. Chamada de "Narco Fluxo" , a ofensiva culminou a prisão de nomes conhecidos, como os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, além do influenciador Chrys Dias e o dono da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira .

A 5ª Vara Federal de Santos expediu 39 mandados de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão . As diligências aconteceram em nove estados (SP, RJ, PE, ES, MA, SC, PR e GO) e no Distrito Federal.

Além das prisões, foi determinado o sequestro de bens de luxo, veículos e o bloqueio de contas bancárias e participações societárias dos investigados.

Segundo a PF, o grupo, que se valia de um sistema sofisticado para a dissimulação de valores e operava tanto no Brasil quanto no exterior, teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de depósitos fracionados, transporte de dinheiro em espécie e o uso estratégico de criptoativos.

O dinheiro era distribuído em diversas camadas financeiras para dificultar o rastreamento. O uso de criptoativos era uma das principais apostas do grupo para a evasão de divisas e a manutenção de fluxos internacionais.

O centro da operação

De acordo com a investigação, o funkeiro MC Ryan SP é o centro do esquema. O artista, preso em uma festa em Riviera de São Lourenço, no litoral central paulista, usava da popularidade e do alcance para servir de “blindagem” para a circulação de valores elevados, como se fossem fruto do sucesso no entretenimento.

O esquema operava com três estratégias principais: a pulverização de recursos por meio da venda de ingressos, produtos e ativos digitais para justificar entradas de dinheiro sem origem comprovada; a dissimulação, com uso de criptomoedas, dinheiro em espécie e múltiplas transferências para dificultar o rastreamento e o uso de laranjas para ocultar os verdadeiros responsáveis pelas movimentações.

Fonte: Band.
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