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Irmão de Virginia se defende após condenação por importunação sexual

William Gusmão, irmão de Virginia Fonseca, se defendeu nas redes sociais após ser condenado pela Justiça de Goiás por importunação sexual. O caso, ocorrido em uma festa no município de Jussara em abril de 2023, terminou na condenação após três anos de julgamentos.

A defesa jurídica de William Gusmão informou que respeita a decisão da Justiça, mas confirmou que vai recorrer da condenação. A assessoria de imprensa de Virgínia Fonseca declarou que a influenciadora não irá se pronunciar, uma vez que o caso corre em âmbito estritamente pessoal e diz respeito apenas ao seu irmão.

Nas redes sociais, William afirmou que não colocou a mão nas partes íntimas da vítima. "Tem tanta coisa errada, porque vou falar, em primeiro lugar sobre essa menina: nunca vai existir uma mão minha na bunda dela, nunca encostei na bunda dela, nunca fiz nada do tipo na minha vida. E ela continua falando isso", disse.

Ele ainda deu a própria versão no Instagram. Segundo William, tudo começou quando ela quis tirar uma foto com ele. "O que aconteceu: ela pediu para tirar foto comigo, coloquei a mão nas costas dela. Ela pediu outra foto, coloquei de novo a mão nas costas dela, pediu uma terceira foto, beleza, passou", contou.

"Fui no canto com meu amigo, ela voltou com uma menina atrás dela, começou a xingar minha mãe, minha irmã, aí eu percebi que ela era maldosa e queria algo de errado comigo. Ela sumiu, eu não fiz nada. Aí beleza, ela sumiu. De repente, ela volta do nada na minha frente com outra menina, não sei quem que era, filmando à distância, na lateral", disse.

William sugeriu que a filmagem queria flagrar um 'beijo'. "Beleza, eu assustei e já fugi fora. Na terceira vez, falei para meu amigo para irmos embora, porque ela estaria mal-intencionada. Tem um vídeo que eu estava com os dois braços abertos e ela xingando minha mãe e irmã", disse. Segundo William, a vítima queria 'uma briga física'.

O que a vítima e a Justiça dizem?

A denúncia detalha que a vítima se aproximou do homem com o objetivo de tirar uma foto. De acordo com os autos do processo, William Gusmão aproveitou o momento do registro para colocar as mãos por dentro da calça da mulher e tocar suas partes íntimas. Os desembargadores consideraram o conjunto probatório suficiente para estabelecer a autoria do crime.

A repórter Alexia Acantarino revelou um áudio exclusivo enviado pela vítima, que relata o impacto profundo do episódio em sua rotina nos últimos três anos. A mulher relatou ter sofrido uma forte campanha de descredibilização pública em Goiânia, além de enfrentar perseguições que a forçaram a deixar o emprego.

"Ele me massacrou, colocou minha imagem dizendo que eu sou biscoiteira, que só queria seguidores. Minha vida foi totalmente desgraçada por conta desse homem. Eu saí do serviço porque a antiga advogada dele me perseguia. Eu gastei dinheiro com psicólogo e psiquiatra, ele fez um inferno na minha vida. Hoje estou em paz porque a justiça foi feita", desabafou a vítima no material enviado a Alexia Acantarino.

Leia a nota da defesa de William Gusmão, irmão de Virginia

"A defesa técnica de William Pimenta Gusmão vem a público manifestar-se sobre a recente decisão proferida pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás.

nformamos que a decisão não é definitiva, pois trata-se do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação.

Embora a defesa respeite o entendimento dos Desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás, manifesta sua veemente discordância com a condenação, uma vez que o réu nega peremptoriamente a prática do fato que The é falsamente imputado.

O Ministério Público, tanto em primeira instância, por meio do Promotor de Justiça quanto em grau de recurso, por meio do Procurador de Justiça emitiu pareceres favoráveis à absolvição de William Gusmão, constatando a flagrante ausência de provas e de materialidade delitiva.

Diante da inocência do acusado e da contradição entre o resultado do julgamento e o entendimento no Ministério Público e da linha de defesa e considerando que a decisão não é definitiva, ainda cabem recursos aos Tribunais Superiores, que serão utilizados dentro das possibilidades legais".

Fonte: Band.
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