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Morte da soldado Gisele: áudios mostram que resgate foi chamado após 29 min

caso da morte da policial militar Gisele, inicialmente tratado como suicídio, ganhou novos desdobramentos que reforçam a tese de crime. Elementos colhidos pela perícia e depoimentos de testemunhas apontam contradições na versão apresentada pelo marido da vítima, um tenente-coronel da PM, que afirmou ter encontrado a esposa baleada após sair do banheiro.

Divergência no horário e demora no socorro

Um dos pontos centrais da investigação é o intervalo de tempo entre o disparo e o pedido de ajuda. Segundo o repórter Lucas Martins, uma vizinha relatou ter ouvido o tiro exatamente às 7h28, horário que conferiu no celular após o susto. No entanto, o chamado para o 190 e para o Corpo de Bombeiros só foi realizado às 7h57.

Essa diferença de 29 minutos levanta questionamentos sobre as ações do oficial no período. Na ligação, ele afirmou que a esposa havia se matado, mas a demora em solicitar atendimento médico para a vítima, que ainda apresentava sinais vitais, é considerada um fator crítico pela polícia.

Cena do crime e vestígios químicos

A posição da arma é outro fator que intriga os investigadores. O revólver foi encontrado fechado na mão da soldado, uma situação descrita como extremamente rara em casos de suicídio, já que a tendência natural é que o objeto seja projetado para longe com o impacto. Além disso, o exame residuográfico da soldado deu negativo, indicando que não havia pólvora em suas mãos.

O comportamento do tenente-coronel após o ocorrido também é alvo de análise. Ele teria insistido para entrar no apartamento para tomar banho, apesar da interdição da cena. Relatos indicam que policiais sentiram um forte cheiro de produtos químicos, o que levanta a suspeita de uma tentativa de eliminar vestígios de pólvora de seu próprio corpo.

Próximos passos da investigação

Para a polícia, o conjunto de inconsistências - que inclui o exame negativo nas mãos da vítima, a demora no socorro e a possível limpeza do corpo do suspeito com agentes químicos - descaracteriza a hipótese de suicídio. O caso agora é tratado como morte suspeita, e a conduta dos policiais de patente inferior que permitiram o acesso do oficial ao local do crime também deve ser apurada.

Fonte: Band.
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